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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Na altura em que assumia o cargo de gerente da Isohidra (entre 2010 e 2011), Luís Marques Mendes terá vendido ações por um preço 60 vezes abaixo do valor de mercado. Este negócio suspeito lesou o Estado em 773 mil euros e foi detetado há semanas pelo Fisco mas, em declarações ao Jornal de Notícias, o social-democrata diz não se lembrar de tal venda de ações. A ser considerado culpado, o antigo líder do PSD não será responsabilizado pelas Finanças.

O caso remonta aos anos 2010 e 2011 mas só há poucas semanas a Autoridade Tributária (AT) conclui a investigação a uma suspeita de venda ilegal de ações.

De acordo com o Jornal de Notícias (JN), Luís Marques Mendes e Joaquim Coimbra, na altura gerentes da Isohidra – Sistemas de Energia Renováveis, Lda., terão vendido ações a um custo 60 vezes mais baixo do valor de mercado.
Marques Mendes apanhado em negócio ilegal de ações

O negócio em causa terá lesado o Estado em 773 mil euros, uma vez que as ditas ações foram vendidas por 51 mil euros quando, na verdade, valiam 3,09 milhões de euros.
Contactado pelo Jornal de Notícias, o antigo líder social-democrata diz não se recordar de ter rubricado quaisquer contratos de compra e venda que dariam luz verde a esta ação, mas segundo as Finanças a assinatura de Marques Mendes está presente nos papéis.

                     
                             
Papéis esses que contam ainda com a assinatura de Joaquim Coimbra, mas que não tiveram voto positivo da ainda gerente da empresa, Carmen Xavier, que agora teme ser responsabilizada pelo Fisco.
Como a ação das Finanças incide, lê-se na publicação, sobre o sujeito passivo inspecionado, neste caso a empresa, e não em particular sobre quem assinou os ditos contratos, que seriam Marques Mendes e Joaquim Coimbra, o pagamento dos impostos em falta (cobrados com a taxa fixada na altura, ou seja, 25%) terão que ser saldados pelos atuais gerentes, mesmo que nada tenham que ver com a assinatura de tais contratos de compra e venda.




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