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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Marques Mendes alvo de ameaças de morte pelo sócio

O antigo líder do PSD, Luís Marques Mendes, terá sido vítima de ameaças de morte por parte do seu sócio, António Xavier. O Tribunal da Relação de Lisboa condenou, aliás, o empresário pelos crimes de ameaça e injúria contra o comentador político, confirmando, assim, a sentença de primeira instância, avança a edição desta segunda-feira do Jornal de Notícias.



O Tribunal da Relação de Lisboa veio confirmar, numa decisão que data do passado mês de dezembro, a sentença da primeira instância, que condenava o empresário António Xavier, sócio do ex-líder social-democrata, Luís Marques Mendes, a cinco crimes de ameaça, sendo um deles de forma agravada, e outros tantos de injúria, obrigando-o, assim, ao pagamento de uma multa fixada em 2.450 euros e a uma indemnização ao queixoso de 3.000 euros por danos não patrimoniais, adianta a edição de hoje do Jornal de Notícias.

Marques Mendes alvo de ameaças de morte

A situação mais grave, relata a mesma publicação, remonta a dezembro de 2010, quando, alegadamente, António Xavier terá dito a Marques Mendes: “Mais cedo do que julga apanha um tiro na cabeça”. O episódio terá sido testemunhado por Paulo Caetano e Leitão Amaro, representantes de empresas acionistas com ligações às figuras de vulto do PSD, Joaquim Coimbra e Ângelo Correia.
Ainda de acordo com o Jornal de Notícias, foram enviados ao conselheiro de Estado vários e-mails a partir do IP que, segundo veio a confirmar-se, pertence à mulher de António Xavier.  “Afasta-te dele enquanto é tempo, porque prevejo muito sangue por aí (…). Para um meio quilo como tu, todo o cuidado é pouco”, constitui apenas alguns dos exemplos dos avisos que foram remetidos a Marques Mendes.
Posto isto, o Tribunal deu como provado o facto de o social-democrata ser “um Homem honesto e íntegro, que sempre pautou a sua vida pessoal e profissional pela lealdade e honestidade”, ao passo que concluiu que António Xavier teve a intenção de, “além de ofender, intimidar o demandante fazendo passar a ideia de que, se não alterasse as suas posições, o arguido poderia atentar contra a sua integridade física”, cita o mesmo jornal.
Ora, o empresário defende-se, argumentando que as “testemunhas de acusação presentes foram os amigos do Sr. Marques Mendes: isto diz tudo”.
Saliente-se que o comentador político pedia 22.500 euros de indemnização. 
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Marques Mendes apanhado em fraude.... negócio ilegal de ações

Na altura em que assumia o cargo de gerente da Isohidra (entre 2010 e 2011), Luís Marques Mendes terá vendido ações por um preço 60 vezes abaixo do valor de mercado. Este negócio suspeito lesou o Estado em 773 mil euros e foi detetado há semanas pelo Fisco mas, em declarações ao Jornal de Notícias, o social-democrata diz não se lembrar de tal venda de ações. A ser considerado culpado, o antigo líder do PSD não será responsabilizado pelas Finanças.

O caso remonta aos anos 2010 e 2011 mas só há poucas semanas a Autoridade Tributária (AT) conclui a investigação a uma suspeita de venda ilegal de ações.

De acordo com o Jornal de Notícias (JN), Luís Marques Mendes e Joaquim Coimbra, na altura gerentes da Isohidra – Sistemas de Energia Renováveis, Lda., terão vendido ações a um custo 60 vezes mais baixo do valor de mercado.
Marques Mendes apanhado em negócio ilegal de ações

O negócio em causa terá lesado o Estado em 773 mil euros, uma vez que as ditas ações foram vendidas por 51 mil euros quando, na verdade, valiam 3,09 milhões de euros.
Contactado pelo Jornal de Notícias, o antigo líder social-democrata diz não se recordar de ter rubricado quaisquer contratos de compra e venda que dariam luz verde a esta ação, mas segundo as Finanças a assinatura de Marques Mendes está presente nos papéis.

                     
                             
Papéis esses que contam ainda com a assinatura de Joaquim Coimbra, mas que não tiveram voto positivo da ainda gerente da empresa, Carmen Xavier, que agora teme ser responsabilizada pelo Fisco.
Como a ação das Finanças incide, lê-se na publicação, sobre o sujeito passivo inspecionado, neste caso a empresa, e não em particular sobre quem assinou os ditos contratos, que seriam Marques Mendes e Joaquim Coimbra, o pagamento dos impostos em falta (cobrados com a taxa fixada na altura, ou seja, 25%) terão que ser saldados pelos atuais gerentes, mesmo que nada tenham que ver com a assinatura de tais contratos de compra e venda.




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